Nutrição infantil (pediátrica)

A nutrição infantil adequada é de extrema importância para o correto desenvolvimento mental e corporal da criança, desde o primeiro dia de vida. Crianças desnutridas ou super nutridas terão seu metabolismo alterado o que prejudicam o crescimento e podem causar doenças. A desnutrição e a obesidade infantil são um grande problema uma em diversas partes do mundo.

Toda criança se beneficia e muito da variedade de nutrientes ofertadas por cereais, frutas, verduras, legumes laticínios e carnes. Cálcio, fibras e gordura são nutrientes importantes para uma criança crescer, para estar protegida contra doenças e nutrir seus cérebros e corpos em crescimento. Saiba mais sobre nutrição infantil abaixo.

Introdução alimentar no primeiro ano de vida

  • Definição: conjunto de outros alimentos, além do leite materno ou de fórmulas comerciais, oferecidos durante o período de aleitamento.

  • Deve ser idealmente à partir do sexto mês e em alguns casos à partir do quarto mês. Antes disso, a criança não apresenta reflexo de deglutição totalmente desenvolvido, nem sustentação adequada da cabeça e os sistemas digestivo e renal não estão maduros suficientes para metabolizar alimentos com composição diferente a do leite materno.

  • Os alimentos são introduzidos gradativamente até que a criança possa consumir a mesma alimentação da família (aos 12 meses).

  • Pais e cuidadores devem ter paciência na introdução alimentar já que essa fase é marcada pela apresentação de novos sabores, consistência, texturas para o bebê.

  • Os alimentos devem ser introduzidos individualmente de cada vez. Só deve ser testado um alimento novo quando o bebê tiver bem. Sempre que for dar uma alimento pela primeira vez, a quantidade deve ser pequena e observar se não houve nenhuma reação.

  • Não deve  misturar muitos alimentos de uma vez só para que o bebe se acostume a novos alimentos. As refeições devem ser feitas em local calmo.

  • Alimentos que não devem ser oferecidos no primeiro ano de vida: leite de vaca e derivados, oleaginosas, leite de cabra, soja, amendoim, clara de ovo, peixes, frutos do mar, mel.

  • Alimentos que não devem ser oferecidos até o segundo ano de vida: açúcar.

  • Alimentos a serem evitados durante toda a infância: café, enlatados, embutidos, refrigerantes, bala, salgadinhos.

  • O nutricionista é o profissional indicado para calcular e planejar a introdução alimentar de bebês.

A nutrição infantil correta garante o

desenvolvimento adequado do seu filho.

Nutrição na gestação

Durante a gestação é fundamental o cuidado com a alimentação garantindo o desenvolvimento adequado do bebê e a manutenção da saúde materna. No primeiro trimestre de gestação o peso deve-se manter estável, embora aceite um ganho de peso ou perda de peso de até 2 kg. Porém, à partir do segundo trimestre é recomendável um adicional de calorias e proteína na dieta para garantir crescimento adequado do bebê. O nutricionista é o profissional indicado para calcular e planejar a dieta ao longo da gestação.

Abaixo descrevo algumas dicas importantes de dieta na alimentação:

  1. Comer de 3 em 3 horas, com intervalo máximo de 4 em 4 horas;

  2. Mastigar bem os alimentos é fundamental para uma boa digestão;

  3. Importante se organizar com lanches para levar para o trabalho ou quando for ficar muito tempo fora de casa. Comprar bolsinha térmica, garrafinha de água  (BPA FREE). Obs: preferência de vidro.

  4. Evite a ingestão de líquido ás refeições: os Líquidos em excesso diluem os sucos digestivos prejudicando a digestão e podem piorar azia comum na gestação. Suspender água  e/ou sucos durante almoço; Se não conseguir, ir reduzindo gradualmente. Não consumir refrigerante durante a gestação.

  5. Diminuir o consumo de bebidas que contenham cafeína, encontrada em café, refrigerantes (cola e guaraná), cacau e chocolate.  Tomar 1 xícara pequena de café por dia. Não consumir chás durante a gestação (existe controvérsias em relação ao efeito abortivo de alguns chás).

  6. Hidrate-se bem: Consumir no mínimo 2 a 2,5 litros na forma de água distribuída durante o dia.

  7. Evite alimentos ricos em carboidratos alto índice glicêmico (pão branco, entre outros ).Estes alimentos são pobres em vitaminas e minerais. Preferir grãos e cereais integrais (arroz integral por exemplo).

  8. Usar pequena quantidade de açúcar quando necessário – preferir açúcar cristal orgânico (pode bater no liquidificador para ficar com aspecto de refinado) ou demerara. Se houver necessidade de restrição de açúcar (ex: diabetes gestacional ou ganho de peso excessivo) , preferir adoçante 100% stevia.

  9. Evitar peixe cru, carne crua ou mal passada ( comida japonesa, quibe cru, carpaccio ) e leite cru, devido ao risco de contaminação por toxoplasmo – Toxoplasmose;

  10. Evitar queijos frescos, tipo brie, camembert , gorgonzola, devido ao risco de contaminação com Listeria;

  11. Manter consumo  de frutas e hortaliças: 3 a 5  porções diárias de cada que são fontes de fibras, vitaminas e minerais. Procure ingerir diferentes qualidades e cores preferencialmente  na sua forma crua in natura , conforme orientado no seu planejamento alimentar;

  12. Dê preferência para alimentos orgânicos;

  13. Reduzir o consumo de produtos industrializados, adicionados de aditivos (corantes, conservantes, aromatizantes, acidulantes) artificiais. Prefira alimentos naturais , vivos e energizantes; (embutidos, sucos caixa, refrigerantes etc) .

  14. Ter atenção para garantir boa ingestão de ferro na gestação

Diabetes Gestacional – cuidado nutricional

Diabetes  mellitus gestacional é caracterizado pela intolerância aos carboidratos durante a gestação. O quadro de diabetes pode ou não persistir após o parto. Diabetes gestacional é a alteração metabólica mais frequente na gestação e estimativas sugerem que acomete de 2 a 25% das gestantes. Observa-se um aumento na incidência dessa desordem.

 

Os principais fatores de riscos para o desenvolvimento do diabetes gestacional são:

idade maior ou igual a 35 anos; sobrepeso, obesidade ou ganho excessivo de peso na gravidez atual; acúmulo de gordura abdominal excessiva,  história familiar de diabetes em parentes de primeiro grau, síndrome do ovário policístico, baixa estatura, crescimento fetal  excessivo , hipertensão ou pré-eclâmpsia na gravidez atual.

 

Geralmente na primeira consulta pré-natal o obstetra assistente solicita a glicemia de

jejum. Caso o valor encontrado seja ≥ 126 mg/d, é feito o diagnóstico  de diabetes

mellitus pré-gestacional. Mas o resultado deve ser confirmado com uma segunda dosagem da  glicemia de jejum.  A investigação de diabetes gestacional deve ser  feita em todas as gestantes sem diagnóstico prévio de diabetes. Entre a 24 a e 28a semana de gestação deve-se realizar teste oral de tolerância a glicose com dieta sem restrição de  carboidratos ou com, no mínimo, ingestão de 150 g de carboidratos nos três dias anteriores ao teste, com jejum de  oito horas.

 

O tratamento inicial do DMG consiste em orientação nutricional que  permita ganho de peso adequado (300g a 400g por semana, a partir do segundo trimestre de gravidez, se a gestante apresenta peso adequado) e controle metabólico. A dieta normalmente apresenta cerca de 40% a 45% de carboidratos, é rica em proteína e adequada em gordura, priorizando gordura monoinsaturada.  A prática de atividade física deve  fazer parte do tratamento do diabetes gestacional, respeitando-se as contraindicações obstétricas.

Abaixo apresento algumas dicas para ajudar no controle glicêmico durante a gestação:

 

  • Substitua o açúcar por adoçante Stevia ou Xilitol.

  • Evite o consumo de açúcares simples como bolos, geleias, balas, pudins, chocolate, refrigerantes, açúcar, dentre outros.

  • Evite bebidas ricas em açúcar como suco de caixinha, refrigerante, chás industrializados e iogurtes com sabores.

  • Faça de 5 a 6 refeições diárias evitando-se refeições volumosas.

  • As fibras são muito importantes no controle da glicemia, além de auxiliar no controle do intestino. Por isso coma frequentemente legumes, verduras (preferencialmente crus), frutas, aveia e pães integrais.

  • Se você for comer batata, cará, inhame, mandioca, farinha de mandioca, macarrão e massas em geral, diminua a quantidade de arroz ingerida.

  • Evite consumir carnes gordurosas, leite integral, queijos gordurosos e frituras. Prefira carnes magras, peixe uma vez na semana e queijos magros (cottage e ricota).

  • Prepare os alimentos cozidos, assados e grelhados ao invés de fritá-los. Use azeite para cozinhar.

  • As refeições e lanches devem ser feitas em horários regulares e todos os dias;

  • Coma 3 frutas diferentes ao dia. Evite comer mais que 4 porções de frutas ao dia, frutas em excesso podem aumentar a glicemia, especialmente na forma de sucos de frutas (mesmo natural).

  • Prefira as frutas de baixo índice glicêmico: abacate, coco, kiwi, morango, pêssego, ameixa.

  • Consulte um nutricionista auxiliar no controle do diabetes e tornar sua alimentação prazerosa e balanceada durante a gestação.

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